Nós, os europeus, não entendemos o povo americano. Nós somos mais "intelectuais". Na América existe o estigma de que a Europa é um bom sítio para a "enculturação": a arte, a literatura, a gastronomia, o sexo. Visitar Paris pelo Louvre, ler um livro de Saramago, comer um prato italiano, comer uma francesa de chapéu preto e camisa às riscas .
Afinal eles são um país formado pelos colonos espertalhões que procuravam uma vida melhor e que, para isso, arrasaram os povos índios; pelos missionários que procuravam evangelizar a terra e violar as criancinhas e pelos criminosos que fugiam para a terra das oportunidades. Um autêntico melting-pot. E resolveram sempre tudo na ponta da faca, com guerras e motins.
Ora elegeram o típico homem-médio americano que tem um pouco de tudo isso: de colono empreendedor-passe-por-cima-de-quem-se-atravessar-à-frente, de missionário-reza-em-frente-das-câmaras, de pseudo-soldado e muito de criminoso. Elegeram-no apesar do seu famoso baixo Q.I. e apesar do documentário de Michael Moore (!!). Votaram de consciência num homem que lhes mentiu, omitiu e manipulou informações importantes. Provavelmente porque eles, no lugar dele, fariam o mesmo! Meus amigos, quem somos nós para criticar? Nós não os compreendemos. Somos demasiado... intelectuais.
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